Humanização: muito falada, pouco exercida
A necessidade de se falar em humanização no atendimento em saúde surge quando se constata que a evolução científica e técnica dos serviços de saúde não têm sido acompanhadas por um avanço correspondente na qualidade do contato humano.
Os procedimentos médicos e as rotinas dos atendimentos em saúde, na maioria das vezes, subestimam e desconsideram as necessidades emocionais e psíquicas dos pacientes. Os motivos do distanciamento humano no atendimento em saúde são inúmeros, entretanto podemos destacar a grosso modo, a insensibilidade, a falta de vocação, o desinteresse, a empáfia, a arrogância, o simples descaso.
Muitas dificuldades enfrentadas pelos pacientes podem ser evitadas quando se ouve, compreende, acolhe, considera e respeita suas opiniões, queixas e necessidades. Porém em algumas instituições de saúde os pacientes são impedidos de se manifestar.
Humanizar o atendimento é fortalecer o desejável comportamento ético e o arsenal técnico-científico, com os cuidados dirigidos às necessidades existenciais dos pacientes.
Humanizar não é apenas chamar o paciente pelo nome, nem ter um sorriso nos lábios constantemente, mas, além disso, compreender seus medos, angústias, incertezas, dando-lhes apoio e atenção permanente. Humanizar também é, além do atendimento fraterno e humano, procurar aperfeiçoar os conhecimentos continuamente, é valorizar todos os elementos implicados no evento assistencial.
A humanização no atendimento deve valorizar o respeito afetivo ao outro, deve prestigiar a melhoria dos relacionamentos pessoais e interpessoais.
Larissa Galdino
Enfermagem |